Arquivo do autor:Seyfriediana

Saco de penas

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Falar da vida dos outros parece ser prioridade na vida de umas pessoas.

Entendo que às vezes (ou muitas vezes) rola aquela coceirinha na mão de curiosidade pra saber de algo que aconteceu, mas caramba, viver disso? Calma ne.

Cuidar 24h da vida dos outros já é estranho e triste, mas existe algo pior…

Inventar coisas.

Não sei o que leva uma pessoa a fazer isso, talvez seja um excesso de criatividade? inveja? falta do que fazer? Não sei, só sei que é uma grande babaquice.
Será que não percebe o quanto uma mentira pode mudar na vida da outra?

Às vezes pode fazer nem “cócegas”, mas muitas mudam drasticamente a vida do outro.

Um dia li uma história muito interessante, e ela demonstrará perfeitamente o que eu quero dizer.
Peço desculpas, pois não saberei contar fielmente a história, mas o espero que o sentido sim.

“Uma mulher sentia muita inveja de uma colega, não suportava mais aquele sentimento, então um dia resolveu espalhar uma certa história de sua colega.
Começou contando sem querer para uma das mulheres mais fofoqueiras da cidade, sabia que a história iria se espalhar rapidamente, além do fato de que cada pessoa que repassasse a história iria aumentá-la um pouco mais.
Após um tempo essa história acabou com a vida de sua colega, ela perdeu o emprego, os amigos, e principalmente a sua felicidade.
A mulher percebeu que aquela história inventada fez um grande estrago na vida de sua colega, no começo pouco se importou, mas com o tempo aquilo começou a incomodar seu coração.
Um dia foi até a sua colega, contou tudo e pediu-lhe perdão.
– Por favor, me encontre às 22h no alto da torre da igreja.
A mulher não entendeu o motivo, mas foi.
Ao chegar na torre, a colega disse nada, apenas entregou um saco cheio de penas.
– Jogue essas penas por gentileza.
Não disse nada, apenas fez o que a colega mandou.
– As penas se espalharam por toda a cidade, quero que pegue todas que encontrar e depois leve para mim, assim te perdoarei.
A mulher ficou abismada, mas estava com o coração cheio de remorso e fez o que ela mandou.
Depois de alguns dias a mulher foi até a casa da colega.
-Aqui estão as penas.
– Você pegou todas? – disse a colega
– Todas que consegui encontrar.
– As penas são como a fofoca, você as joga ao vento para quem quiser pegá-las, mas o mais difícil é recolher todas, sempre restarão algumas por ai. Por mais que você tente reparar, por mais que tente fazer com que as pessoas esqueçam dessa história sempre terá alguém que lembrará. Tente não fazer mais isso, as palavras possuem um enorme poder e podem acabar com a vida de alguém. ”

Tomem cuidado ao que dizem, principalmente quando espalham alguma história sobre determinada pessoa, pois nunca sabemos a história inteira, não sabemos o que aconteceu, se tem curiosidade então pergunte diretamente pra pessoa, melhor ser cara de pau do que ser uma pessoa que ajudou a estragar a vida de outra.

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Glamour Gastronômico no ônibus

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Após mais um dia de trabalho vem mais uma viagem de ônibus, e geralmente uma viagem apertada.

Entro em um ônibus e fico perto da porta, o primeiro local mais espaçoso eu me encaixo e pronto.

Nessa noite o local mais agradável era ao lado de um rapaz utilizando um capuz que tampava a metade de seu rosto (o que me deixou com medo) e outro rapaz, esse bebendo uma lata de cerveja.

Na próxima parada entraram 3 amigos, dois homens e uma mulher, um rapaz e a mulher carregavam cada um, potinhos com catchup, sim, CATCHUP! Após a entrada deles um cheiro de comida alastrou o ônibus.
Os 3 ficaram perto de mim e fiquei preocupada com eles derrubarem catchup em mim e o rapaz da bebida vomitar em mim…

Estava tensa, quando percebo que o rapaz da cerveja não parava de olhar, não sabia se era pra mim ou pros amigos, até que confirmei pra quem era.

– Amigo, isso é geléia? – disse o rapaz da cerveja.
– É catchup… – o cara do catchup estava com cara de “wtf o que esse ta puxando papo”
– AIIIII ATOOOOOOOOOOOORON CATCHUP!!! – cara da cerveja começou a gritar pra todos o quanto amava catchup- Prefiro catchup com macarrão ao invés de macarrão com pomarola! MACARRÃO COM CATCHUP É UM GLAMOOOOOOOOOOOOOOOOUR GASTRONÔMICO!

Eu estava entre os dois, o rapaz da cerveja quase colocando o queixo em meu ombro pra falar para o grupo de amigos a sua paixão catchupal, o pior de tudo era que comecei a ter um ataque de riso, me contorcia pra virar o rosto e rir que nem louca. Só imagino a cara de wtf do pessoal do ônibus…
Os amigos não estavam curtindo muito aquele papo bizarro com o rapaz da cerveja (que parecia e muito estar dando em cima do rapaz do catchup).

– Ai, um dia comprei uma pizza de 30 reais e roubei um MOOOOOOOOOOOOOOOONTE de sachê de catchup e maionese, EU AMO!! RSRSRSR – cara de cerveja tava se empolgando
– Essa é nossa parada fulana? – o rapaz do catchup tava querendo descer logo, mas pela resposta da amiga ainda teriam que esperar umas 3 paradas.

Após essa pergunta o rapaz da cerveja ficou mais no seu canto, quer dizer, isso durou nem 1 minuto, logo ele ficou nas costas da menina e ficava falando:
– Ai que delícia, hmmm amo catchup…hmm delicia…hmm amo…hm quero catchup…hm me dá?

Então o ônibus parou, o rapaz da cerveja deu um berro dizendo que era sua parada e desceu.

Depois disso o grupo de amigos começou a falar comigo e os quatro riram muito, até que eles desceram na próxima parada.

Pelo menos agora já sei o que é um glamour gastronômico…

Briguei com um grupo de travecos

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Ia rolar uma festa de inauguração de uma balada que era O evento da cidade, resolvemos sair, mas ninguém queria dirigir para que pudessemos beber.

Eu, minha irmã e sua amiga estavamos esperando meu ex em uma praça, pedi para minha irmã por favor não me isolar, pois ia ser uma situação meio chata. Fomos caminhando em direção à festa, seria uma caminhada de uns 15 minutos no máximo.

No caminho vi duas amigas em um restaurante, disse para a amiga da minha irmã que falaria oi para elas rapidinho, que era para me esperarem. Fui, conversei com minhas amigas, mas quando voltei… cadê eles?

Fiquei com muita raiva, mas sorte que sabia o caminho, tinha que atravessar uma praça, onde era o ponto de alguns travecos. Tava indo de boa, quando vejo minha amiga do restaurante desesperada, pergunto o que houve, então ela me diz que sua bolsa brilhante rosa havia sido roubada por um dos travecos, disse que eu pegaria a bolsa pra ela. Continuei caminhando, mas sem a minha amiga, se fosse com elas certamente meu plano daria errado.
Puxei papo com o traveco sobre a bolsa, elogiei, e então RÁ peguei a bolsa e sai correndo! Eu estava com um salto enorme! Era difícil correr! O pior foi que o traveco chamou seus amigos e começaram a correr atrás de mim, queriam me bater, então ouço umas pessoas falando:

– BRIGA DE TRAVECOS!!
Achei aquilo um absurdo então retruquei:
-NÃO SOU TRAVECO!!! SÓ ESTOU BRIGANDO COM ELES! OLHA MEU PEITO É NATURAL TA?!!!

Falei e continuei correndo, consegui fugir deles, mas a bolsa da minha amiga ficou comigo, depois devolveria.

Cheguei na festa, mas o meu convite estava com minha irmã lá dentro, os seguranças não queriam me deixar entrar, nem queriam chamar a minha irmã, comecei a fazer escândalo mas nada adiantava…então desmaiei.

Acordei em uma ambulância, estava toda enfaixada, fui queimada… Minha irmã estava brava comigo, mas foi e me levou pra casa.

Morávamos em uma pousada, chegando na pousada todos ficaram me olhando com uma cara de nojo.

– Isso tudo é culpa de vocês! Se não tivessem insistido para que eu fizesse o esquema com o diabo! Culpa de vocÊs! Tive que misturar o ouro com sangue para que tivessemos brilhantes! Agora ele quer me matar!! Os próximos serão vocês! Se ele não fizer nada, eu matarei todos!

Estava nervosa, muito nervosa, e meu corpo inteiro estava doendo, enquanto falava estava no segundo andar, onde eu estava desabou e cai com tudo no chão.

Depois que cai no chão acordei, nunca imaginei que fosse brigar com um grupo de travecos…

Noite Assombrada

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Morei durante muitos anos em uma casa, ela era bonita, grande e gostosa, mas sempre tive medo dela, sempre aconteciam coisas bizarras lá.

Teve uma época que eu morria de medo de subir o segundo andar sozinha pelas coisas que já ocorreram lá.

Foi nessa casa em que mais eu fiquei sonambula, mais vi coisas estranhas, sonhos bizarros, fases tensas, lá era muito estranho e até hoje sonho com aquela casa, e sempre que sonho com ela são pesadelos.

Eu e minha irmã dormíamos no mesmo quarto, nessa noite já estavamos preparadas para dormir, tudo normal, conversa vai, conversa vem…

Creio que não fazia nem 10 minutos que começara a dormir, quando acordo assustada com um barulho.

TOC TOC

Meu Deus, que merda de barulho era aquele? Pensei que fosse coisa da minha cabeça, esperei um pouco, quando já estava mais calma o barulho novamente.

TOC TOC

Chamei minha irmã, a acordei.

TOC TOC

Ela também ouvira. As duas se olhando naquele escuro que quase não se via nada, ambas com um medo enorme, de onde vinha aquele barulho? As duas prestaram mais anteção, e julgamos, aquele barulho estava vindo da minha cama.

Pulei assustada, corri e acendi a luz, tirei uma coragem sei la de onde mas olhei na cama, preparada para um susto… mas tinha nada. E o barulho também havia parado.

Apaguei a luz, e deitamos. Tudo ficou silencioso por um bom tempo, o sono já estava sobressaindo o medo, quando despertamos… TOC TOC

Dessa vez as duas dessesperaram, corremos e acordamos meu pai. Ele olhou em tudo, falou que tinha nada, disse para rezarmos e ficarmos tranquilas.

Deitamos, ficamos atentas, aquele barulho ainda continuava, mas acho que de tanto sono acabamos adormecendo.

Dia seguinte ambas conversavam sobre aquilo, aquela casa sempre tinha coisas bizarras, pensamos que era mais uma gracinha dela,e ficamos com um certo medo durante o dia até meu pai chegar do trabalho.

Ele nos olhou e disse:

– De manhã desci para o trabalho e levei um susto! – eu fiquei com um puta medo esperando o que meu pai ia falar – Tinha um pássaro preso em casa, ele voou pra lá e pra cá, então bateu no vidro da sala de visita para sair…e o barulho era semelhante ao de ontem de noite.

Depois disso os três riram. A coisa bizarra da casa era um pássaro preso em casa de madrugada.

Pássaro fdp, pensei que fosse um espírito ou até bicho papão.

Pior que nem era novinha, e sim, eu ainda tenho medo de um dia ter um bicho macabro debaixo da minha cama querendo me matar ok?

Sozinhos no Universo?

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Uma das perguntas que me acompanham desde pequena é:
“Estamos sozinhos no Universo?”

E talvez, seja uma das únicas perguntas sobre os mistérios da vida, que eu já tenha decidido a resposta. Não, não estamos.

Acho muito egoísmo da parte do ser humano de achar que dentre milhares e milhares de planetas existentes, exista vida apenas em um planeta. E que até os outros planetas da mesma galáxia sejam inabitados. Ora, qual seria o motivo para tais planetas existirem? Apenas para a apreciação humana, aliás apreciação que só seria de fato existente com um grau de evolução mais elevado da raça?

Creio que cada vez mais as pessoas acreditam que exista vida em outros planetas, principalmente pelas visitas que ultimamente tem aparecido. Acho que muitos dos fatos que “comprovam” tais visitas sejam falsos para aumentar a curiosidade e talvez o medo de muitos de nós, mas acho que vários são originais.

Qual o motivo de tais visitações? Faço a mínima ideia, o que importa é que mais pessoas estão deixando pelo menos um pouco do egoísmo humano de lado, além de abrir a mente para novos conhecimentos, para novas descobertas que foram originadas principalmente pela curiosidade que isso lhes trouxe.

Concordo que os seres humanos sejam seres vivos inteligentes, mas já pensamos que o planeta é somente nosso, que os outros seres estão aqui apenas para nos servir, ora que pensamento egoísta de rei é esse? Muitos seres vivos existem muito antes de nós, talvez não possuam realmente a inteligência que somos dotados, mas isso não os fazem desmerecedores desse lindo planeta. Além de que, para mim, inteligência é algo relativo, ninguém é inteligente em tudo, talvez em determinado assunto você seja mais instruído que outra pessoa, mas tem outro assunto que ela saberá mais que você. Creio eu, que os demais seres vivos possuem inteligências superiores e que nós nem temos a mínima noção da existência.

Algo que percebo de muitas pessoas que acham que apenas a Terra é habitada, é a ideia de que nunca viram sinais de vida em outros locais, ou que não recebemos alguma mensagem de outro planeta, ou até de que pelo fato do planeta não possuir determinado elemento seja impossível ter vida lá. Alguns até acreditam que possa existir vida em outros planetas mas que nunca haverá contato pois somos os mais inteligentes.
Ter vida em outro local não significa que tal vida seja igual aos seres humanos, ou que a linguagem seja similar, talvez seres de outros lugares sejam tão pequenos que a olho nu não veríamos, não sabemos! A falta de elementos que fariam com que a vida HUMANA não fosse possível não significa que outros tipos de vida sejam impossíveis!E caramba, realmente muitos humanos se acham o centro do UNIVERSO, somos os seres mais inteligentes? Tenha dó!

Eu acredito sim em vida em outros planetas e principalmente que existam seres muito mais evoluídos que nós, muitíssimo mais.

Para mim é como se o Universo fosse o planeta Terra, calma, sem egocentrismo, apenas irei exemplicar meu pensamento, minha teoria. Na Terra existem seres de diversas inteligências, não conseguimos conversar com cachorros através de palavras, não conversamos com eles como conversamos com pessoas, sim, após muitos anos, conseguimos ter um contato maior com eles, onde conseguimos muitas vezes nos entender. Mesmo os seres humanos, que são digamos do mesmo nível, às vezes não conseguem se entender, por termos linguagens diferentes, e que talvez apenas por gestos a comunicação seja compreensível.
Se a cultura de determinado país e/ou região diz que é normal comer insetos, outra cultura pode achar um absurdo, “como pode tais pessoas comerem insetos? isso é desumano!”. Só pelo motivo de que para você não é normal não significa que para ele tenha que ser também.
Caso, nossos antepassados não tivessem tido curiosidade para desbravar o mundo, talvez não saberíamos que existem outras pessoas morando em outros continentes.
Outra coisa, se não tivessemos nunca tentado ver o que existe na água e alguém falasse que lá existe vida, acharíamos que ele está fora de si. Maluquice total do cara!

O que eu digo com os exemplos acima é que, a própria Terra mostra que a existência em outros planetas é algo que ainda não tivemos a capacidade de ver com nossos próprios olhos, que adquiremos tal capacidade com a evolução, além da curiosidade de desbravar o universo afora, como nossos antepassados fizeram com nosso planeta.

Tempestades

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” Me sinto no meio de uma tempestade, me esquecendo dos dias de sol em que vivia sem me preocupar com o que viria depois. Um turbilhão de coisas está mudando e tudo em volta está uma bagunça .
Vivi sem pensar no amanhã, vivi intensamente cada segundo. Por mais sofrimento que esses momentos me tragam, não consigo me arrepender de nada .
Olho ao redor e tudo parece se aquietar, abro os olhos e consigo ver os relâmpagos bem ao longe, mas nenhum som, apenas um silêncio interminável anunciando que o tempo ruim foi embora. É hora de olhar ao redor e ver o que sobrou, o medo é inevitável e se não tiver sobrado nada? E se a tempestade voltar? E se ela não voltar eu terei forças para seguir em frente?
Não sobrou nada, penso que talvez se eu procurar possa salvar algo, mas penso melhor e prefiro deixar tudo como está.
Olho para frente, vejo o caminho adiante e seguir em frente é o melhor que tenho a fazer.
Algumas marcas ficaram e com o tempo elas ficarão imperceptíveis, também sei que os dias de sol e algumas outras tempestades voltarão, mas me sinto bem mais forte agora porque descobri que o não te mata te fortalece.”

Texto enviado por uma amiga.

Mágico Foragido

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Era integrante de um grupo de policiais do sexo feminino, estávamos procurando um rapaz foragido que havia cometido diversos crimes.

Depois de diversas buscas, pesquisas e caças, encontramos o local onde ele se encontrava e pelo visto não imaginava que nós sabíamos onde ele estava, preparamos tudo, o plano era perfeito.

Armamos uma emboscada no local, então colocamos o plano em prática. Deu tudo certo, o algemamos e levamos para a delegacia, finalmente o pegamos.

Um pequeno menino loiro chegou chorando, dizendo que soube na escola que seu pai fora preso e queria vê-lo. Não havia motivos para não deixá-lo ver seu pai, então o deixamos, mas com a condição de que uma de nós ficasse ao lado deles.

Fui para fora, estava cansada daquele ar pesado que delegacias costumam ter, precisava de ar puro, estava tranquila por mais um dever cumprido, quando ouço um grande barulho originado de dentro da delegacia, comecei a subir as escadas da entrada, mas fui impedida pela enorme quantidade de pessoas que do nada surgiram lá.

Apesar de diversas pesquisas não sabíamos de uma coisa, um fator importante: ele era detentor de poderes mágicos, de grandes poderes.

Conversamos com o menino que disse que era filho do mágico e com uma pequena porcentagem dos jovens que surgiram na delegacia, já que era impossível apenas eu e meu grupo falar com mais de 200 jovens, sendo que precisávamos procurar o mágico que fugiu da cadeia com essa confusão, mas foi a amostra necessária para sabermos que ele havia ido para uma escola oferecido dinheiro para diversos jovens que topassem participar de uma mágica.

Sua mágica se desenrolou da seguinte forma: quando seu falso filho chegou, o mágico tocou a sua cabeça com um pedaço de pau, isso fez com que o rapaz soltasse bolhas de refrigerante, cada bolha era um jovem, que soltavam mais bolhas e isso acabou originando mais de 200 pessoas.

Fomos procurá-lo, sua mágica era forte mas ele não possuía o poder de teletransporte de longe distância, ou seja, ele ainda se encontrava na cidade. Corríamos contra o tempo mas tivemos que nos aprofundar mais na pesquisa ao mesmo tempo, o que nos dificultou mais ainda, foi o fato de descobrirmos que ele poderia se transformar em qualquer tipo de pessoa, idosos, jovens, bebês, mulheres e homens, mas o lado positivo foi que ele possuía um sinal em seu corpo e que ele não conseguia se transformar em pessoas que já existiam.

Começamos a procurar pessoas novas na cidade naquele dia, e achamos um bebê, no começo acharam que eu estava louca, mas tinha certeza…era ele.

Criamos uma casa simples, para nossa equipe e o pequeno morar, até sabermos se ele era realmente o mágico foragido.

Passaram dias e minhas colegas estavam cada vez mais apaixonadas por aquele pequeno menino, mas eu sabia, eu percebia suas dicas para alguns homens, eu sentia que estava certa e que algo estava acontecendo.

Praticamente neurótica de tanto ficar fixada nele, descobri que ele estava se movimentando para a fuga, descobri que alguns rapazes andavam rondando muito a casa. Eu sempre os olhava, mas a maioria dos capangas dele não haviam me visto.

Com tal investigação soube que um rapaz iria levar um caderninho de “desenhos” para seus capangas, para o plano de fuga ocorresse, infelizmente sabia só isso, mas era o suficiente.

Pedi para uma colega ficar de vigia do bebê pois teria um compromisso, tal compromisso que ninguém poderia saber era o fato de que eu iria evitar aquele plano de fuga, poderia morrer em tal ato, mas tentaria de tudo para que aquele mágico foragido fosse pego de uma vez por todas.

Fui atrás de seu comparsa, o imobilizei e roubei o caderninho. Comecei a correr loucamente, principalmente quando vi que um cara enorme estava me perseguindo, não estava olhando para o chão, então tropecei e cai, assim o gigante me abordou:

– O que você esta fazendo com esse caderno?!
– O..o..oi, prazer, eu sou a nova comparsa do mágico e vou levar o caderno para completarmos o plano dele. – ufa, havia pensado numa boa desculpa.
– Mas o mestre nunca chamou mulheres, pois acham que elas são fracas e muito sentimentais. – nesse momento comecei a rezar – Talvez ele tenha amolecido seu coração e tenha te dado uma chance. Fui com a sua cara… – ou aquele gigante realmente havia gostado de mim ou estava fingindo – então quero que você fique na equipe, sabe onde deve levar o caderno certo?
-Hm… to meio confusa – será que estaria tendo uma chance de ouro? – Poderia me explicar novamente?
– Tudo bem! Sorte que eu apareci ein?! – deu uma risada de ogro estranha que me estremeceu – Você deve ir para aquele bar – apontou um beco estranho onde havia um bar cheio de drogados, mafiosos e prostitutas – e entregue o caderno para um de nossos comparsas que estará lá, você saberá diferencia-los.

Me despedi e fui correndo para o beco bar, entrei, fui ao banheiro, precisava pensar em algo rapidamente, vi que o gigante havia entrado no bar, estava falando com vários rapazes e fez uma cara de surpreso…fui descoberta! Meu desespero aumentava, precisava descobrir o que aquele caderno fazia, como acabar com tudo aquilo.

Sorte e azar estavam se dividindo, uma hora possuía enorme azar, outras enorme sorte… agora era a vez da sorte. Ouvi pela janela do banheiro feminino que aquele livro trazia uma grande mágica, se ele fosse devolvido para os capangas do mágico, o mágico iria se transportar para seu grupo, se fosse exterminado o mesmo aconteceria com seu dono.

Decidi: acabarei com o livro, mas como?

Molhei o livro e comecei a comer página por página, uma mulher bêbada me viu realizando tal ato e disse:

– Você novamente?! Toda vez que te vejo me surpreendo, sempre bêbada! Mas nunca achei que veria tal cena! – teve um enorme ataque de riso que a fez cair no chão imundo e molhado do banheiro.

Uma pequena multidão de mulheres ficou ao meu redor, então pensei em me aproveitar da situação. Disse que um ex estava me caçando e queria meu diário (que continha dizeres que iriam acabar com a minha vida), pedi que me ajudassem a evitar que ele e seus amigos entrassem no banheiro. A sorte veio novamente, todas foram para fora me ajudar.

Não aguentava mais comer as páginas, pensei que se eu jogasse uma parte no esgoto e comesse outra, seria impossível que ele conseguisse se formar novamente, ou seja, ele morreria.

Fiz isso, mas salvei uma página, que provaria tudo o que eu estava dizendo, sai pelos fundos correndo até a casa de meu grupo policial.

Contei rapidamente tudo para minhas colegas que estavam chorando pois o bebê havia desaparecido no colo de uma delas, e isso comprovava tudo o que eu havia dito.

Ligamos para vários amigos policiais para que montássemos um esquema de proteção forte, já que todo o grupo do mágico estava querendo nos matar.

Consegui matar o mágico foragido e também a minha vida e a de minhas colegas, já que tivemos que passar o resto de nossas vidas presas em uma casa protegida contra os seguidores que sempre tentaram nos matar.

E esse foi mais um sonho bizarro da Livia.