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Mágico Foragido

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Era integrante de um grupo de policiais do sexo feminino, estávamos procurando um rapaz foragido que havia cometido diversos crimes.

Depois de diversas buscas, pesquisas e caças, encontramos o local onde ele se encontrava e pelo visto não imaginava que nós sabíamos onde ele estava, preparamos tudo, o plano era perfeito.

Armamos uma emboscada no local, então colocamos o plano em prática. Deu tudo certo, o algemamos e levamos para a delegacia, finalmente o pegamos.

Um pequeno menino loiro chegou chorando, dizendo que soube na escola que seu pai fora preso e queria vê-lo. Não havia motivos para não deixá-lo ver seu pai, então o deixamos, mas com a condição de que uma de nós ficasse ao lado deles.

Fui para fora, estava cansada daquele ar pesado que delegacias costumam ter, precisava de ar puro, estava tranquila por mais um dever cumprido, quando ouço um grande barulho originado de dentro da delegacia, comecei a subir as escadas da entrada, mas fui impedida pela enorme quantidade de pessoas que do nada surgiram lá.

Apesar de diversas pesquisas não sabíamos de uma coisa, um fator importante: ele era detentor de poderes mágicos, de grandes poderes.

Conversamos com o menino que disse que era filho do mágico e com uma pequena porcentagem dos jovens que surgiram na delegacia, já que era impossível apenas eu e meu grupo falar com mais de 200 jovens, sendo que precisávamos procurar o mágico que fugiu da cadeia com essa confusão, mas foi a amostra necessária para sabermos que ele havia ido para uma escola oferecido dinheiro para diversos jovens que topassem participar de uma mágica.

Sua mágica se desenrolou da seguinte forma: quando seu falso filho chegou, o mágico tocou a sua cabeça com um pedaço de pau, isso fez com que o rapaz soltasse bolhas de refrigerante, cada bolha era um jovem, que soltavam mais bolhas e isso acabou originando mais de 200 pessoas.

Fomos procurá-lo, sua mágica era forte mas ele não possuía o poder de teletransporte de longe distância, ou seja, ele ainda se encontrava na cidade. Corríamos contra o tempo mas tivemos que nos aprofundar mais na pesquisa ao mesmo tempo, o que nos dificultou mais ainda, foi o fato de descobrirmos que ele poderia se transformar em qualquer tipo de pessoa, idosos, jovens, bebês, mulheres e homens, mas o lado positivo foi que ele possuía um sinal em seu corpo e que ele não conseguia se transformar em pessoas que já existiam.

Começamos a procurar pessoas novas na cidade naquele dia, e achamos um bebê, no começo acharam que eu estava louca, mas tinha certeza…era ele.

Criamos uma casa simples, para nossa equipe e o pequeno morar, até sabermos se ele era realmente o mágico foragido.

Passaram dias e minhas colegas estavam cada vez mais apaixonadas por aquele pequeno menino, mas eu sabia, eu percebia suas dicas para alguns homens, eu sentia que estava certa e que algo estava acontecendo.

Praticamente neurótica de tanto ficar fixada nele, descobri que ele estava se movimentando para a fuga, descobri que alguns rapazes andavam rondando muito a casa. Eu sempre os olhava, mas a maioria dos capangas dele não haviam me visto.

Com tal investigação soube que um rapaz iria levar um caderninho de “desenhos” para seus capangas, para o plano de fuga ocorresse, infelizmente sabia só isso, mas era o suficiente.

Pedi para uma colega ficar de vigia do bebê pois teria um compromisso, tal compromisso que ninguém poderia saber era o fato de que eu iria evitar aquele plano de fuga, poderia morrer em tal ato, mas tentaria de tudo para que aquele mágico foragido fosse pego de uma vez por todas.

Fui atrás de seu comparsa, o imobilizei e roubei o caderninho. Comecei a correr loucamente, principalmente quando vi que um cara enorme estava me perseguindo, não estava olhando para o chão, então tropecei e cai, assim o gigante me abordou:

– O que você esta fazendo com esse caderno?!
– O..o..oi, prazer, eu sou a nova comparsa do mágico e vou levar o caderno para completarmos o plano dele. – ufa, havia pensado numa boa desculpa.
– Mas o mestre nunca chamou mulheres, pois acham que elas são fracas e muito sentimentais. – nesse momento comecei a rezar – Talvez ele tenha amolecido seu coração e tenha te dado uma chance. Fui com a sua cara… – ou aquele gigante realmente havia gostado de mim ou estava fingindo – então quero que você fique na equipe, sabe onde deve levar o caderno certo?
-Hm… to meio confusa – será que estaria tendo uma chance de ouro? – Poderia me explicar novamente?
– Tudo bem! Sorte que eu apareci ein?! – deu uma risada de ogro estranha que me estremeceu – Você deve ir para aquele bar – apontou um beco estranho onde havia um bar cheio de drogados, mafiosos e prostitutas – e entregue o caderno para um de nossos comparsas que estará lá, você saberá diferencia-los.

Me despedi e fui correndo para o beco bar, entrei, fui ao banheiro, precisava pensar em algo rapidamente, vi que o gigante havia entrado no bar, estava falando com vários rapazes e fez uma cara de surpreso…fui descoberta! Meu desespero aumentava, precisava descobrir o que aquele caderno fazia, como acabar com tudo aquilo.

Sorte e azar estavam se dividindo, uma hora possuía enorme azar, outras enorme sorte… agora era a vez da sorte. Ouvi pela janela do banheiro feminino que aquele livro trazia uma grande mágica, se ele fosse devolvido para os capangas do mágico, o mágico iria se transportar para seu grupo, se fosse exterminado o mesmo aconteceria com seu dono.

Decidi: acabarei com o livro, mas como?

Molhei o livro e comecei a comer página por página, uma mulher bêbada me viu realizando tal ato e disse:

– Você novamente?! Toda vez que te vejo me surpreendo, sempre bêbada! Mas nunca achei que veria tal cena! – teve um enorme ataque de riso que a fez cair no chão imundo e molhado do banheiro.

Uma pequena multidão de mulheres ficou ao meu redor, então pensei em me aproveitar da situação. Disse que um ex estava me caçando e queria meu diário (que continha dizeres que iriam acabar com a minha vida), pedi que me ajudassem a evitar que ele e seus amigos entrassem no banheiro. A sorte veio novamente, todas foram para fora me ajudar.

Não aguentava mais comer as páginas, pensei que se eu jogasse uma parte no esgoto e comesse outra, seria impossível que ele conseguisse se formar novamente, ou seja, ele morreria.

Fiz isso, mas salvei uma página, que provaria tudo o que eu estava dizendo, sai pelos fundos correndo até a casa de meu grupo policial.

Contei rapidamente tudo para minhas colegas que estavam chorando pois o bebê havia desaparecido no colo de uma delas, e isso comprovava tudo o que eu havia dito.

Ligamos para vários amigos policiais para que montássemos um esquema de proteção forte, já que todo o grupo do mágico estava querendo nos matar.

Consegui matar o mágico foragido e também a minha vida e a de minhas colegas, já que tivemos que passar o resto de nossas vidas presas em uma casa protegida contra os seguidores que sempre tentaram nos matar.

E esse foi mais um sonho bizarro da Livia.

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Domínio Zumbi – Final

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Caso não tenha visto, segue abaixo os posts anteriores da história:

Domínio Zumbi – O ataque
Domínio Zumbi – Corrida

Zumbi

Nosso plano estava dando certo, como a intenção não era comer ninguém, apenas mordíamos as pessoas e iríamos nos alimentar dos animais da cidade. O médico gordinho foi estúpido, sem arma, sem nada, se escondeu atrás de um móvel da casa da médica, se escondeu porcamente, dava para ver seus pés de longe, mordemos ele, explicamos o plano, era assim que funcionava, mordia, conversava para que mantivesse a consciência, se alguém perdesse a consciência teríamos que matar, e comer.

A minha cúmplice ainda estava apagada, pensei em matá-la, comê-la, assim eu iria comandar o mundo sozinho, mas sabia que ela era dotada de grande inteligência e poder de atuação, o que seria uma grande vantagem para nosso grupo.

Oferecemos à enfermeira sua vida em troca de acordar a zumbi, ela não pensou duas vezes e aceitou…tola, assim que a acordou a mordemos. Fizemos isso com a cidade inteira, e foi só no fim que descobrimos… a médica fugiu! Logo ela que não podíamos perder, vimos marcas de pneus na terra, deixamos um grupo de zumbis na cidade para que nenhum outro grupo de zumbi se apropriasse de nossa cidade, e o outro grupo, foi à procura da medicazinha.

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Médica

Na reserva ao norte estava o atual rei, ele era o mais velho de todos os humanos existentes, ele conheceu a Terra antes de acontecer ataques de zumbis, ele era dotado de muita magia e sabedoria, impressionantemente ele possuía seus 100 anos, seu reinado já estava ao fim, fui correndo falar com ele, e como sempre, ele já sabia o que havia acontecido, sua bola de cristal lhe mostrara. Sua sala era enorme, a cadeira em que estava sentado tinha um tamanho proporcional ao da sala, ao seu redor outros membros de alto escalão, o rei ordenou o fechamento da porta, meu coração acelerou, o que estava acontecendo? Então o rei começou a falar.

“Você acha que não temos solução, que o mundo está perdido, mas na verdade a solução para o mundo é você. Um dia parei o tempo junto com meus ajudantes, peguei algumas pessoas para um teste, entre eles, você, e aqueles seus colegas, o gordinho, o magro com os óculos fundos, a garotinha e seu marido. Lancei uma magia onde seriam totalmente sinceros, já que essa era a intenção do teste, conhecer o coração de todos, por isso que não lembram, estavam enfeitiçados… Os homens logo reprovaram, corações moles, que se perderiam na escuridão facilmente, a garotinha enlouqueceu, seu coração era absurdamente confuso, então ela virou um monstro, com várias garras, olhos cheios de loucura e uma língua enorme, assim que a transformação de humano para monstro foi finalizada ela deu um enorme e alto uivo, após o uivo, começou a correr, passando sua enorme língua babada por toda a floresta que abriga diversas reservas humanas, dentre as quais estão a minha e a sua, aquela saliva jogou um feitiço no planeta… Todos falharam no teste, exceto você, a pessoa mais dotada de inteligência, amor, pureza e magia, apenas você pode liberar esse poder. Apenas você pode salvar o mundo!”

Fiquei pasma, nunca havia imaginado algo como aquilo, o que eu deveria fazer para liberar? Estava tremendo de medo, o rei não quis me dizer o que eu deveria fazer apenas me levou até um rio, eu não queria, não sabia o que aconteceria, e se eu morresse? E se a minha vida deveria ser levada para que a humanidade vivesse os sonhados dias de paz? Não sabia o que fazer, meu coração com medo mas determinado, então me deixei levar… Ao chegar na beira do rio, me acalmei, me entreguei, então a natureza fez a sua parte, diversas borboletas lindíssimas vieram em minha direção, me envolveram, então como uma magia me levaram para o rio, estava pisando no rio, uma enorme paz estava tomando conta de mim, mais borboletas vieram, estava em um casulo formado por borboletas, senti…aquele era meu fim e também senti, a paz estava chegando.
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A médica explodiu liberando partículas mágicas, seu corpo se transformou em diversos pontos de luz, que se espalharam para locais que já haviam sido determinados, talvez pelo coração dela, um dos pontos de luz foi diretamente para a boca do rei, que assim que foi engolido, transformou o velho rei, o deixou mais jovem e muito mais forte. Os outros pontos de luz caíram em vários locais da floresta, assim que caíam na saliva que a garota monstro havia deixado nas árvores, plantas e animais, faziam com que a camada de saliva explodisse e se transformasse em mais pontos de luz.

Os pontos de luz foram para várias partes da Terra, fazendo com que todo o território da Terra fosse envolto por luz.

Por alguns segundos uma enorme luz cegou momentaneamente todos os habitantes do planeta, o vírus zumbi havia sido exterminado e a paz finalmente chegado.

Domínio Zumbi – Corrida

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Zumbi

A médica parecia não ter acreditado muito em mim, mas aparentemente acreditou em uma outra paciente zumbi no cômodo ao lado. Ela mandou me deixarem em uma sala, me olhou, pediu para um gordinho baixinho e um alto com óculos muito grossos verificarem meu estado, disse no ouvido de ambos algo para que eu não escutasse, colocou armas ao lado de cada um, amarrou meus braços e pernas, então escutei a porta sendo trancada.

O trabalho daqueles dois idiotas começou, quando tive chance mordi o magro, nele o poder zumbi ia aparecer mais rápido, o gordinho foi correndo para pegar sua arma e atirar em nós dois, comecei a conversar com o alto, e disse para me soltar, pronto ele estava consciente, assim que fazia a nova raça zumbiânica. O gordinho percebeu que mesmo com a arma não teria chance e saiu correndo, sem a arma, sem nada, um completo idiota. O mais novo zumbi me soltou, expliquei o plano que eu e a minha parceira zumbi que estava ao lado traçamos, todos na cidade seriam transformados em zumbis.

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Doutora

Ouvi um barulho estranho vindo do cômodo onde o outro zumbi estava, fiquei desesperada, não sabia o que fazer, sei que se ficasse lá, não teria chance e então viraria zumbi, sentia que eu era a única capaz de acabar com o vírus do zumbi, tinha que ir para outra reserva de humanos na floresta, sentia isso em meu coração.

Peguei algumas armas fui para o meu carro de forma rápida mas discreta para que ninguém percebesse, sentia uma enorme dor em meu coração em imaginar que todos os meus amigos e meu amor iriam virar zumbis, mas achava que era a melhor coisa a se fazer, se eu sobrevivesse talvez pudesse salvá-los.

Foi o tempo de atravessar o portão da nossa reserva, para que eu ouvisse gritos de desespero, cada vez aumentando, e cada vez mais apertando meu coração, mas não podia desistir agora, pisei fundo no acelerador, agora tinha que tomar cuidado com as ameaças de zumbis por todos os lados, apenas rezava para que chegasse a tempo, e felizmente cheguei.

Domínio zumbi – O ataque

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Esses dias tive um sonho maluco enorme, assim que acordei comecei a escrevê-lo para não esquecer de nenhum detalhe, ele ficou grande, não ia postar pois era muito grande, então decidi posta-lo em partes.

Estava em uma cidade, quando do nada surge um grupo de zumbis mordendo todo mundo, estava difícil escapar, cada um que eles mordiam imediatamente virava zumbi, o que dificultava mais ainda a minha sobrevivência.

Consegui pegar um carro, mas um zumbi mordeu meu braço, nada aconteceu, não sabia se havia virado uma zumbi ou não, enquanto dirigia outro zumbi veio correndo e entrou no carro, disse que era zumbi e ele acreditou, e eu estava começando acreditar também, já que uma vontade de comer carne humana cresceu em meu ser…precisava comer, mas pq eu tinha toda consciência, era zumbi mas não lerda, sentia, sabia tudo, estava esperta…será que seria uma nova raça de zumbis? Comecei a conversar com o outro zumbi, e conforme fui conversando parecia que ele começava a ter mais consciência.

Cheguei em uma cidade preservada, cheia de muros altos, armas, guardas, aparentemente era uma cidade reservada contra ataques zumbiânicos, uma reserva de humanos. Fui para o portão, todos apontaram suas armas para minha cabeça, comecei a chorar, implorei… Fui mordida por um zumbi agora, mas ainda tinha consciência, queria que me salvassem, sabia que lá tinham vários médicos e pesquisadores renomados.

Uma médica pediu para o prefeito que a deixasse tentar me curar, ele confiava muito na médica logo concordou, então a médica chamou sua equipe.

Era uma equipe composta por um homem baixinho, gordo, careca e com bigode preto enorme debaixo de seu nariz, outro alto, cabelos grisalhos que usava um óculos fundo de garrafa, e o marido dela, um homem moreno de olhos verdes, além de uma garotinha negra que não saia de perto deles mas que não fazia nada além de grudar na médica.

Ela me levou para sua casa, me colocou em um cômodo em que parecia uma sala de hospital, me colocou em uma máquina, perguntou algumas coisas, onde eu respondia claramente, deu ordens para uma enfermeira que não havia visto ainda, ela confiou totalmente em mim, apesar de ser zumbi eu via a enorme bondade que transparecia dela, ela aplicou algo em meu braço, estava quase apagando, quando ouço que um homem no mesmo caso que o meu havia chegado…